Artigo publicado: Autonomia e privacidade no ambiente digital

Artigo publicado: Autonomia e privacidade no ambiente digital

Há quase um ano terminava de escrever o artigo da disciplina de Teorias da Democracia, que posteriormente foi aceito para publicação e já se encontra online aqui, com DOI, ISBN e tudo mais. Curiosamente segui trabalhando com o tema na disciplina de Gênero e Política, mas desta vez relacionando a privacidade com a cultura do compartilhamento a partir do debate sobre a pornografia. Espero publicar este também! Continuar lendo “Artigo publicado: Autonomia e privacidade no ambiente digital”

Balaio Brasília

Há um ano o Balaio Café fechava suas portas. Na manhã seguinte de uma noite linda, macumbeira e cheia de energia tinha programado a internet para publicar esse post. Agradecendo Juliana, João e José (e Gil, pelo domingo no parque).

Mas eis que o inesperado tomou conta de tudo. Na manhã seguinte como todo dia fui levar as crianças na escola, escutando meu radinho de pilha pós moderno e… tentaram prender um ex presidente da república tupiniquim do brasil. semanas INTENSAS, se prosseguiram até o desfecho. que eu não sei  qual será, já que estou subvertendo a ideia de tempo ao programar uma publicação para o futuro.

 

segue rascunho original

 

A cidade acordou hoje mais opaca, mais sem graça e mais careta. O Balaio Café, reduto da boêmia e da cultura libertária, fechou as portas. E desta vez parece que definitivamente. Pode ser visto na praça dos prazeres, podada, sem plantas e com as paredes pálidas.

Com isso, as pessoas e a cidade perdem um dos estabelecimentos mais agregadores do plano piloto, por onde passaram muitos visitantes temporários e permanentes e de onde nasceram muito coletivos, amores e micro revoluções.

Só tenho a agradecer a Jul Pagul, que conheci bem antes do Balaio, por resistir estes dez anos à frente dos balcões mais diversos e divertidos dessa capital. E desejar que seus próximos empreendimentos sejam tão felizes como nós fomos no Balaio.

O Balaio me ensinou a gostar de Brasília. Vim aqui na capital pela primeira vez para o Corpus Crisis, evento organizado pelas feministas da cidade, inspirado no Carnaval Revolução, que fazíamos em BH lá por 2002, 2003. Na ocasião Jul disse, “vou abrir um café em alguns meses”. Dito e feito. Nos próximos retornos à cidade o Balaio era ponto de encontro.

Importante ressaltar que de inicio detestei Brasília. Achava tudo igual e me perdia nas superquadras. Não entendia a lógica das superquadras. Quando me mudei para cá, há dois anos, a localização do Balaio influenciou diretamente na escolha do apartamento. Íamos a pé.

 

Aula sobre Internet e política

Aula sobre Internet e política

Este semestre fiz estágio docente na disciplina Mídia e Política (PDF), da graduação em ciência política da UnB, com o professor Luis Felipe Miguel.

Na última sexta feira dei a aula sobre Internet e  política em formato de aula pública na ocupação da reitoria da Unb.

Compartilho abaixo as notas e alguns links. Sugestões e comentários são bem vindos. Minha ideia é futuramente construir uma ementa de disciplina para aprofundar sobre o tema.

Aula: As novas tecnologias e a crise do jornalismo. Democratização ou anomia?

Três grandes fases da Internet

Era pré Web: Internet restrita a meios acadêmicos e militares. Pessoas precisavam ter um alto conhecimento técnico para utilizá-la. O filme Jogos de Guerra (WarGames – 1993) ilustra bem esta época.

Era de “ouro”; o surgimento da Web. A partir da década de 1990 marcada por novos protocolos, a interface gráfica e aplicações hoje consolidadas como Google, Blogs, Youtube, etc. Pessoas com conhecimento técnico intermediário utilizando. O seriado Halt and Catch Fire (2014) narra muito bem a passagem da primeira era para a segunda.

Era atual – centralidade (bolhas), vigilância (comercialização de dados pessoais) e aproximação com meios de comunicação de massa – Seriado Mr. Robot (2015) demonstra bem o status atual da rede. Crianças utilizam a Internet sem dificuldades.

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Aloha, espíritos imaginantes!

Aloha, espíritos imaginantes!

Saudades daquele menino sorridente que conheci em BH na época de faculdade e que me levou para conexões imaginárias…

Do blog do efe, que conheci pelo Dani;

Hoje completam-se sete anos desde que Daniel Pádua se foi. E até hoje não conseguimos juntar material para a publicação que tantas vezes ensaiamos. Abrimos um espaço para receber material sobre o Dpadua. Textos, imagens, vídeos, posts de blog. E também coisas dele ou sobre ele que andem perdidas pelas internets, HDs, gavetas.

O espaço para contribuições fica aqui:

http://acervos.culturadigital.br/beta/collection/dpadua/

A ideia é reunir material e engrossar a homenagem ao Daniel que está sendo preparada para dezembro na Ocupação Mercado Sul, em Taguatinga.

Participação Social na Cultura: Análise da eleição do Conselho Nacional de Políticas Culturais

Na última sexta feira, estive em Manaus para participar do IV Encontro Brasileiro de Pesquisa em Cultura, em que apresentei o artigo elaborado na disciplina de Teoria e Análise Política cursada no doutorado semestre passado.

Foi uma viajem super rápida, com o apoio da Universidade de Brasília, mas foi uma ótima oportunidade de rever colegas do MinC e conhecer um pouco mais sobre as pesquisas em políticas culturais desenvolvidas pelo Brasil afora.

No meu artigo, parto do estudo de caso das eleições do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC), ocorrido em 2015, ocasião em que  em menos de 40 dias quase batemos a meta 48 do Plano Nacional de Cultura. A metodologia do artigo partiu da revisão bibliográfica e adotou a técnica da observação participante e análise documental. Investiguei a composição de gênero e raça dos atuais conselheiros do CNPC, dado que o edital do processo eleitoral previu cotas para mulheres e afro brasileiros. Ao final aponto algumas conclusões e hipóteses para futuras pesquisas.

O artigo está publicado aqui e a apresentação está abaixo.

Olimpíadas, gênero e mídia

Olimpíadas, gênero e mídia

Texto originalmente publicado no blog do Demodê.

Passadas as olimpíadas do Rio de 2016, aos poucos o noticiário brasileiro retoma sua agenda para o desfecho do golpe parlamentar em curso desde maio. É muito peculiar que o Brasil tenha hospedado o maior evento esportivo do planeta em um momento que sua democracia se iguala a países comoHonduras e Paraguai. Estes países, que participaram dos jogos, não obtiveram medalhas, ao contrário do Brasil, que chegou à sua melhor marca olímpica impulsionado pelo outrora tão criticado “bolsa medalha”.

Já na Grécia antiga, as Olimpíadas desempenhavam um papel apaziguador da política. Enquanto ocorriam os jogos, as disputas entre as cidades gregas eram suspensas. Mas não é preciso ir tão longe na história para relacionar a política e o esporte. É notório o fato de que o tricampeonato de futebol masculino, em 1970, colaborou para a permanência da ditadura militar no Brasil por mais alguns anos. Continuar lendo “Olimpíadas, gênero e mídia”

Mapeamento colaborativo; o sucesso do PokemonGo

Mapeamento colaborativo; o sucesso do PokemonGo

O primeiro sistema de mapeamento colaborativo que tive contato foi o OpenStreetMap. Nunca cheguei a atuar diretamente com o projeto, pois ainda resistia à telefonia móvel por motivos de privacidade. Há pouco mais de dois anos me rendi à comodidade do 4G tendo a plena consciência de que, a partir de então, entraria para a base de bilhões de pessoas cujos dados são comercializados por corporações transnacionais de tecnologia.

Tendo em vista que meus dados pessoais já estariam no mercado da big data e, eventualmente, nos bancos de vigilância, porque não aproveitar e me divertir? Afinal de contas “if I can’t dance, that is not my revolution“.

Há pouco mais de um ano, um amigo de BH me mostrou o Ingress, jogo de geolocalização da Niantic Labs, uma startup que surgiu dentro do Google (aquela empresa em que as funcionárias tem 30% do tempo de trabalho “livres” para tocarem outros projetos). Hoje a Niantic está mundialmente famosa devido ao PokemonGo.

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