Pincelada da Pós Graduação e mais…

A vida tá super corrida com trabalho, mudança, crianças e pós graduação. Paro um pouquinho pra destacar uma coisa bacana que aconteceu nas últimas semanas na disciplina de Prototipação, da Pós em Design de Interação na PUC Minas.

Abaixo o vídeo do teste final do projeto de sistema interativo de cardápio, pensado para praças de alimentação de shoppings. Você também pode conferir os primeiros testes, feitos ainda em papel: prototipação de baixa fidelidade (video).

O projeto final, que não levou em conta limitações tecnológicas, foi pensado como projeção holográfica e testado em média fidelidade. Fizemos a base de papelão, e utilizamos vidro para simular a holografia em 3D. Confiram o vídeo:

Atualização: A Sílvia Ferreira, que era do grupo, depois escreveu um artigo, sobre o processo. Se você se interessou pela experiência, vale ler: Personal Chef: protótipo de papel para simular realidade aumentada – fazendo seu pedido na praça de alimentação de um shopping.

Prototipação foi definitivamente uma das melhores aulas do curso junto com a de Técnicas de Avaliação 2 (aqui um artigo sobre os testes para o design de interação). Esta última ainda estamos colhendo dados para pesquisa por meio do questionário (que fica online até final da semana que vem) sobre avaliação de experiência de uso do portal da Academia Brasileira de Letras.

Ainda em outrubro começo com as oficinas no Núcleo Amigo do Professor. Depois conto mais.

Interfaces Fluídas

Semana passada rolou a primeira aula com o koji, que sem dúvida seria no mínimo interessante.
E foi realmente muito legal. Entre outras coisas ele deu o toque da pesquisa sobre interfaces fluídas que acontece no MIT sob a coordenação da belga Pattie Maes, cujo um dos orientandos é o indiano Pranav Mistry, que além de desenvolver aquele lance do mouse de dedos, portou as possibilidades tecnológicas da realidade aumentada para o cotidiano com o projeto Sexto Sentido. Sinta la crocância dessa realidade aumentada:

Bricolando: Ser & Estar + Linguagem inclusiva

Notei que tem muita gente acessando a página sobre do blogue e lá tem destaque para apressadxs e para interesadxs.
Linguagem inclusiva causa estranhamento mesmo, não tem como não reagir ou notar algo de diferente. Aí as pessoas pensam, “eita! erro de digitação” ao lerem apressadxs, mas logo na sequência tem outro xis ocupando o lugar dos artigos de gênero o e a.
No latim tem uma conjugação neutra além do masculino/feminino.
O xis é uma opção bem relacionada a teoria queer, que discute o binarismo da biologia científica e questiona o ser pelo estar (to be). O bacana é que o questionamento parte de uma academia na qual o ser e estar é outsider, pois nas línguas anglo saxônicas o to be designa tanto ser como estar. E se você parar para pensar há uma diferença enorme!

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Antropologia contemporânea

A ficção científica é a metafísica popular do nosso tempo, nossa nova mitologia.
Eduardo Viveiros de Castro

Amanhã é o dia de inscrições para disciplinas isoladas da pós graduação da UFMG. Diferentemente dos dois últimos anos, não vou me inscrever. Semestre passado fiz essa disciplina – Teoria Antropológica Contemporânea – e foi fantástico. Outras matérias também foram legais, como a de redes sociais. Conheci um bucado de gente por lá e aprendi bastante. Tentei mestrado na comunicação e na ciência da informação sem sucesso.

Agora vou caminhar em direção a essa mitologia contemporânea, investindo no design de interação. Profissão do futuro? Sei lá, acho que já fazia isso quando escrevia pra Geek, metabolizava as pirações que rolavam na lista metáfora, tocava idéia com nerds absolutos que bebiam Udemberg e piravam em sistemas e, de alguma forma, conseguia traduzir o tecnicês para leigxs. De fato, agora trata-se de um upgrade. Parece algo que buscava nos cursos de sistemas da informação há seis anos, mas que simplesmente não exisitia.

E tem uma turma muito boa no corpo docente do curso. A coordenadora é a Simone Nogueira, que conheci na época do lançamento do Futuros Imaginários, pois ela foi aluna do Barbrook. Além dela também tem o Koji, que conheço de outros carnavais e o Fernando Rabello, daquele projeto com os espanhóis e dos bricolabs. Vai ser muito bom. E o melhor é que com o título da pós, ano que vem já posso dar aula 🙂
E pra inspirar tem o post do usabilidoido sobre design orientado a gambiarras.

“A gambiarra é, sem dúvida, uma prática política. Tal política pode se dar não apenas enquanto ativismo (ou ferramenta de suporte para ele), mas porque a própria prática da gambiarra implica uma afirmação política. E, consciente ou não, em muitos momentos, a gambiarra pode negar a lógica produtiva capitalista, sanar uma falta, uma deficiência, uma precariedade, reinventar a produção, utopicamente vislumbrar um novo mundo, uma revolução, ou simplesmente tentar curar certas feridas abertas do sistema, trazer conforto ou voz a quem são negados. A gambiarra é ela mesma uma voz, um grito de liberdade, de protesto ou, simplesmente, de existência, de afirmação de uma criatividade inata”. Ricardo Rosas.