Olimpíadas, gênero e mídia

Olimpíadas, gênero e mídia

Texto originalmente publicado no blog do Demodê.

Passadas as olimpíadas do Rio de 2016, aos poucos o noticiário brasileiro retoma sua agenda para o desfecho do golpe parlamentar em curso desde maio. É muito peculiar que o Brasil tenha hospedado o maior evento esportivo do planeta em um momento que sua democracia se iguala a países comoHonduras e Paraguai. Estes países, que participaram dos jogos, não obtiveram medalhas, ao contrário do Brasil, que chegou à sua melhor marca olímpica impulsionado pelo outrora tão criticado “bolsa medalha”.

Já na Grécia antiga, as Olimpíadas desempenhavam um papel apaziguador da política. Enquanto ocorriam os jogos, as disputas entre as cidades gregas eram suspensas. Mas não é preciso ir tão longe na história para relacionar a política e o esporte. É notório o fato de que o tricampeonato de futebol masculino, em 1970, colaborou para a permanência da ditadura militar no Brasil por mais alguns anos. Continuar lendo “Olimpíadas, gênero e mídia”

Entrevista para Luiz Carlos Pinto

Entrevista para Luiz Carlos Pinto – Final de 2008, o Lula, me procurou para conversar sobre minha experiência na cultura digital para sua tese de doutorado, intitulada “Ações coletivas com mídias livres: uma interpretação gramsciana de seu programa político”, que deve virar livro. Marcamos um skype e falamos por quase uma hora (eu falei mais!).

Na primeira parte, falamos sobre o histórico de minha atuação na área, desde os tempos de Indymedia Brasil, em 2001, até a Teia de 2008.

Inclusão digital, ativismo, tecnologia, pontos de cultura, política, comunicação, feminismo, democracia, radicalismo, software livre, gênero foram outros temas.

Confira: Parte 1 | Parte 2
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Bricolando: Ser & Estar + Linguagem inclusiva

Notei que tem muita gente acessando a página sobre do blogue e lá tem destaque para apressadxs e para interesadxs.
Linguagem inclusiva causa estranhamento mesmo, não tem como não reagir ou notar algo de diferente. Aí as pessoas pensam, “eita! erro de digitação” ao lerem apressadxs, mas logo na sequência tem outro xis ocupando o lugar dos artigos de gênero o e a.
No latim tem uma conjugação neutra além do masculino/feminino.
O xis é uma opção bem relacionada a teoria queer, que discute o binarismo da biologia científica e questiona o ser pelo estar (to be). O bacana é que o questionamento parte de uma academia na qual o ser e estar é outsider, pois nas línguas anglo saxônicas o to be designa tanto ser como estar. E se você parar para pensar há uma diferença enorme!

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