Artigo publicado: Autonomia e privacidade no ambiente digital

Artigo publicado: Autonomia e privacidade no ambiente digital

Há quase um ano terminava de escrever o artigo da disciplina de Teorias da Democracia, que posteriormente foi aceito para publicação e já se encontra online aqui, com DOI, ISBN e tudo mais. Curiosamente segui trabalhando com o tema na disciplina de Gênero e Política, mas desta vez relacionando a privacidade com a cultura do compartilhamento a partir do debate sobre a pornografia. Espero publicar este também! Continuar lendo “Artigo publicado: Autonomia e privacidade no ambiente digital”

Aula sobre Internet e política

Aula sobre Internet e política

Este semestre fiz estágio docente na disciplina Mídia e Política (PDF), da graduação em ciência política da UnB, com o professor Luis Felipe Miguel.

Na última sexta feira dei a aula sobre Internet e  política em formato de aula pública na ocupação da reitoria da Unb.

Compartilho abaixo as notas e alguns links. Sugestões e comentários são bem vindos. Minha ideia é futuramente construir uma ementa de disciplina para aprofundar sobre o tema.

Aula: As novas tecnologias e a crise do jornalismo. Democratização ou anomia?

Três grandes fases da Internet

Era pré Web: Internet restrita a meios acadêmicos e militares. Pessoas precisavam ter um alto conhecimento técnico para utilizá-la. O filme Jogos de Guerra (WarGames – 1993) ilustra bem esta época.

Era de “ouro”; o surgimento da Web. A partir da década de 1990 marcada por novos protocolos, a interface gráfica e aplicações hoje consolidadas como Google, Blogs, Youtube, etc. Pessoas com conhecimento técnico intermediário utilizando. O seriado Halt and Catch Fire (2014) narra muito bem a passagem da primeira era para a segunda.

Era atual – centralidade (bolhas), vigilância (comercialização de dados pessoais) e aproximação com meios de comunicação de massa – Seriado Mr. Robot (2015) demonstra bem o status atual da rede. Crianças utilizam a Internet sem dificuldades.

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Participação Social na Cultura: Análise da eleição do Conselho Nacional de Políticas Culturais

Na última sexta feira, estive em Manaus para participar do IV Encontro Brasileiro de Pesquisa em Cultura, em que apresentei o artigo elaborado na disciplina de Teoria e Análise Política cursada no doutorado semestre passado.

Foi uma viajem super rápida, com o apoio da Universidade de Brasília, mas foi uma ótima oportunidade de rever colegas do MinC e conhecer um pouco mais sobre as pesquisas em políticas culturais desenvolvidas pelo Brasil afora.

No meu artigo, parto do estudo de caso das eleições do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC), ocorrido em 2015, ocasião em que  em menos de 40 dias quase batemos a meta 48 do Plano Nacional de Cultura. A metodologia do artigo partiu da revisão bibliográfica e adotou a técnica da observação participante e análise documental. Investiguei a composição de gênero e raça dos atuais conselheiros do CNPC, dado que o edital do processo eleitoral previu cotas para mulheres e afro brasileiros. Ao final aponto algumas conclusões e hipóteses para futuras pesquisas.

O artigo está publicado aqui e a apresentação está abaixo.

Autonomia e privacidade no ambiente digital (e Mr. Robot!)

Autonomia e privacidade no ambiente digital (e Mr. Robot!)

Fim de semestre e dois artigos finalizados! O da disciplina de Teorias da Democracia, da Profa. Flávia Biroli, é este que compartilho abaixo. Por hora apenas o resumo. O texto completo vem depois, se possível em uma publicação. Mas quem tiver interesse em trocar alguma figurinha é só entrar em contato para conversar.

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Reforma política – de junho de 2013 às eleições de 2018

Reforma política – de junho de 2013 às eleições de 2018

Sexta feira 13 de maio de 2016.

Antes de falar sobre hoje, é preciso olhar para três anos atrás, 2013, véspera da copa das confederações.

Por outro lado, mirar o início de 2019, quando supostamente um novo governo eleito iniciará seus trabalhos (se não houver caos e eleições adiantadas).

A perspectiva do passado e do futuro nos ajuda a entender o que ocorreu nas últimas semanas no Congresso Nacional Brasileiro. Continuar lendo “Reforma política – de junho de 2013 às eleições de 2018”

Notas: Representación y participación en la crítica democrática

O artigo (PDF) é uma análise contemporânea da polarização da teoria da democracia participativa e da representativa. Se outrora se apresentavam como alternativas opostas, divergentes ou até mesmo, incompatíveis, principal argumento dos autores é que atualmente as práticas da democracia participativa e da representativa não são mais auto excludentes. Logo na introdução do artigo apresentam a discussão contextualizando o fim da Guerra Fria e a ampliação da democracia nos estados nação do mundo. Continuar lendo “Notas: Representación y participación en la crítica democrática”

Notas: Participatory Democracy Revisited

O artigo é uma revisitação à teoria da democracia participativa após, quarenta anos da publicação do clássico “Participação e Teoria Democrática” (Pateman, 1970). A autora parte de uma análise sobre a democracia deliberativa, muito em prática nas décadas recentes, apresentando análises de iniciativas de “mini-publics”, para então diferenciá-la da teoria da democracia participativa. Na visão da autora tais iniciativas não se caracterizam como práticas de uma democracia participativa já que, muitas vezes são instâncias meramente consultivas, ou de promoção e difusão da informação.

Em seguida se utiliza do exemplo do Orçamento Participativo de Porto Alegre e como ele foi difundido pelo mundo, para demonstrar como cada vez mais a sociedade civil interage com os governos em diversos níveis e esferas para mostrar que ainda é possível pensar em modelos de democracia participativa.

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