Balaio Brasília

Há um ano o Balaio Café fechava suas portas. Na manhã seguinte de uma noite linda, macumbeira e cheia de energia tinha programado a internet para publicar esse post. Agradecendo Juliana, João e José (e Gil, pelo domingo no parque).

Mas eis que o inesperado tomou conta de tudo. Na manhã seguinte como todo dia fui levar as crianças na escola, escutando meu radinho de pilha pós moderno e… tentaram prender um ex presidente da república tupiniquim do brasil. semanas INTENSAS, se prosseguiram até o desfecho. que eu não sei  qual será, já que estou subvertendo a ideia de tempo ao programar uma publicação para o futuro.

 

segue rascunho original

 

A cidade acordou hoje mais opaca, mais sem graça e mais careta. O Balaio Café, reduto da boêmia e da cultura libertária, fechou as portas. E desta vez parece que definitivamente. Pode ser visto na praça dos prazeres, podada, sem plantas e com as paredes pálidas.

Com isso, as pessoas e a cidade perdem um dos estabelecimentos mais agregadores do plano piloto, por onde passaram muitos visitantes temporários e permanentes e de onde nasceram muito coletivos, amores e micro revoluções.

Só tenho a agradecer a Jul Pagul, que conheci bem antes do Balaio, por resistir estes dez anos à frente dos balcões mais diversos e divertidos dessa capital. E desejar que seus próximos empreendimentos sejam tão felizes como nós fomos no Balaio.

O Balaio me ensinou a gostar de Brasília. Vim aqui na capital pela primeira vez para o Corpus Crisis, evento organizado pelas feministas da cidade, inspirado no Carnaval Revolução, que fazíamos em BH lá por 2002, 2003. Na ocasião Jul disse, “vou abrir um café em alguns meses”. Dito e feito. Nos próximos retornos à cidade o Balaio era ponto de encontro.

Importante ressaltar que de inicio detestei Brasília. Achava tudo igual e me perdia nas superquadras. Não entendia a lógica das superquadras. Quando me mudei para cá, há dois anos, a localização do Balaio influenciou diretamente na escolha do apartamento. Íamos a pé.

 

Aloha, espíritos imaginantes!

Aloha, espíritos imaginantes!

Saudades daquele menino sorridente que conheci em BH na época de faculdade e que me levou para conexões imaginárias…

Do blog do efe, que conheci pelo Dani;

Hoje completam-se sete anos desde que Daniel Pádua se foi. E até hoje não conseguimos juntar material para a publicação que tantas vezes ensaiamos. Abrimos um espaço para receber material sobre o Dpadua. Textos, imagens, vídeos, posts de blog. E também coisas dele ou sobre ele que andem perdidas pelas internets, HDs, gavetas.

O espaço para contribuições fica aqui:

http://acervos.culturadigital.br/beta/collection/dpadua/

A ideia é reunir material e engrossar a homenagem ao Daniel que está sendo preparada para dezembro na Ocupação Mercado Sul, em Taguatinga.

Olimpíadas, gênero e mídia

Olimpíadas, gênero e mídia

Texto originalmente publicado no blog do Demodê.

Passadas as olimpíadas do Rio de 2016, aos poucos o noticiário brasileiro retoma sua agenda para o desfecho do golpe parlamentar em curso desde maio. É muito peculiar que o Brasil tenha hospedado o maior evento esportivo do planeta em um momento que sua democracia se iguala a países comoHonduras e Paraguai. Estes países, que participaram dos jogos, não obtiveram medalhas, ao contrário do Brasil, que chegou à sua melhor marca olímpica impulsionado pelo outrora tão criticado “bolsa medalha”.

Já na Grécia antiga, as Olimpíadas desempenhavam um papel apaziguador da política. Enquanto ocorriam os jogos, as disputas entre as cidades gregas eram suspensas. Mas não é preciso ir tão longe na história para relacionar a política e o esporte. É notório o fato de que o tricampeonato de futebol masculino, em 1970, colaborou para a permanência da ditadura militar no Brasil por mais alguns anos. Continuar lendo “Olimpíadas, gênero e mídia”

Para não dizer que não falei de vídeos

(E não é sobre #GOT e claro que amei a “luta dos bastardos” e a aliança feminista da Daenerys e Yara.)

Hoje ficamos primeiramente sem temer, em seguida sem nos preocupar com canalhas para então abraçar a diversidade e justiça social de forma livre!

Vídeo 0: #Fora temer versão Carmina Burana

Continuar lendo “Para não dizer que não falei de vídeos”

Um pouco de cada vez

Morreu um apoiador da ditadura.

Um artista plástico de grande talento.

Uma senhora no ponto de ônibus durante um temporal no interior de São Paulo.

Morreu o pai de uma amiga. E a mãe de um outro amigo.

Muitas outras pessoas morreram nas últimas 24 horas. Tão simples e cotidianamente assim.

Eu ainda estou processando tudo isso que tem acontecido. Agradeço ao NYT pelo apoio moral no início da semana e ao twitter pela sanidade.

Parabéns Brasil!

Parabéns pela ordem e progresso, Brasil! Assim seguiremos adiante e vamos ultrapassar “a maior crise que este país já enfrentou”.

Vamos também ser comparados com o Paraguai e Honduras daqui para frente, em uma chacota neocolonialista de “república das bananas”. 7×1. Não tem mais volta, os alemães debocharam ainda mais dessa vez (http://goo.gl/iZozx4)!

A ordem está posta: a elite masculina branca e corrupta, promoverá o progresso “que o Brasil precisa para superar a crise” em um projeto neoliberal, autoritário e sem diálogo com a população (https://t.co/7QnciNqgfc).

Não vai ter mais ‘pobre’ em avião! (E possivelmente classe média também não). É o fim da tentativa de promoção de igualdade social. Boa sorte Brasil!

PS: copiado do post do facebook. que nunca faço, mas hoje passou dos limites.