A última semana da IV Bienal Brasileira de Design contou com dois Seminários cujo conteúdo colaborou diretamente com o processo e a proposta metodológica do Movimento Minas, foram eles: Seminário Internacional de Economia Criativa e Design, dias 22 e 23/10 e Seminário Design & Emoção, no dia 26/10.

O primeiro deles por tratar exatamente do processo de cocriação da economia criativa, que está em desenvolvimento desde agosto de 2012. O segundo por tratar sobre como projetar coisas, objetos e/ou serviços memoráveis, fatores essenciais para a prototipação de políticas públicas que o Movimento Minas se propõe.

O diretor-técnico do Sebrae-MG, Luiz Márcio Pereira, abriu a noite ressaltando o potencial de mercado e de consumo da classe C brasileira, cujo poder aquisitivo vem aumentando ao longo dos últimos anos. Após as falas oficiais o  o designer indiano  Satyendra Pakhalé palestrou sobre o design como poesia universal. A noite terminou com o coquetel  nos jardins do palácio da Liberdade, ocasião em que os participantes puderam conhecer de perto os palestrantes do dia seguinte e a curadora do evento Ana Carla Fonseca.

A manhã seguinte trouxe experiências da Espanha, Argentina, África do Sul e Dinamarca. Os destaques foram os projetos que mais se aproximam do Brasil, o Centro Metropolitano de Design na Argentina e o sul africano Design Indaba. No período da tarde, o destaque ficou por conta da mesa Redesenhando modelos de negócios, em que foram apresentados os estudos de caso dos projetos Manos de Uruguay e Oppa Móveis. Para fechar o seminário foram apresentados o Museu do Design, em Londres e a transformação do complexo industrial Grand Hornu, na Bélgica.

Já na sexta feira a Escola Guignard foi palco do Seminário Design e Emoção, contribuições para a humanização do design contemporâneo. A programação destacava as iniciativas pioneiras italianas com a presença de Cristina Morozzi da Fundação Altagamma, Marco Maiocchi do Politecnico di Milano e a coreana radicada na Itália Youngju Oh. Ainda estavam presentes o aluno do mestrado em Design da UEMG, Anderson horta, que apresentou seu trabalho, a Associação Brasileira de Estilistas representada por Rose Andrade e Vera Damazio da PUC-Rio. Todas as apresentações foram mediadas pelo reitor da UEMG o Professor Dijon de Moraes.

A palestra mais aclamada pelo público presente foi Design, emoção e memória de Vera Damazio, que inciou sua fala com a seguinte provocação: “É possível projetar coisas memoráveis?”. Para responder o questionamento a professora da PUC Rio apresentou sua pesquisa sobre o tema, ressaltando que “a memória humana engloba lembranças e esquecimento”. Relacionando os resultados de sua pesquisa com as áreas do design a professora explica que as coisas/objetos/serviços são memoráveis quando:

  • distinguem e expressam o individuo – Self Design
  • colore as pessoas por dentro – Fun Design
  • estimulam o bem fazer – Design cidadão
  • trazem equilíbrio e bem estar  – Zen Design
  • criam vínculos afetivos – Design e sociabilidade
  • nos fazem sentir queridos e importantes – Design e Autoestima

O material gerado nesse evento será publicado no Caderno de Estudos Avançados em Design, e será disponibilizado gratuitamente no site T&C – Centro de Estudos Teoria, Cultura e Pesquisa em Design.

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