Trampando de ponta a ponta


Quem me conhece sabe que adoro participar de oficinas e gerar processos de compartilhamento de conhecimento. É sempre um processo muito enriquecedor de interação direta que abre novas perspectivas, pois ao ensinar o pouco que sei de algo acabo aprendendo um monte com o pessoal que participa da atividade.

A experiência anterior de oficina rapidona/horas aula abstratas – em Aldeia Velha com os pataxós bailux metarecilceirxs – foi simplesmente inesquecível. Muito grata pela oportunidade de expandir a experiência metarecicleira.

Dezembro simboliza a pausa de uma maratona que começou em junho no Núcleo Amigo do Professor, do Plug Minas. Foi um processo confuso que caminhou para a articulação de várixs parecirxs e suas PJs, umas com sucesso, outras nem tanto, e minha carteira assinada pela Martins Pereira Consultoria.

Outubro e novembro foram meses intensos com oito oficinas e dois seminários que foram viabilizados por essa parceria público privada (PPP), formato diferente do que trabalhei nos últimos cinco anos no MinC.

As oficinas tinham um público com o qual ainda não havia trabalhado: professores da rede pública do ensino de Minas Gerais. As quatro propostas complementares de oficinas foram extremamente marcantes devido ao fato de que ao invés de trabalhar com jovens estava dialogando com outrxs educadores.

A primira delas, foi chamada de Letramento Digital, mas na realidade foi a aplicação da engenharia reversa da metareciclagem que fazemos desde os primórdios da cultura digital; desmontar e montar o computador para explicar seus componentes. Foi um sucesso.

Na sequência pensei em utilizar o gimp para gerar animações sobre conteúdo didático, daí surgiu Animando Conteúdos, que foi uma experiência caótica e sensacional. O ponto positivo foi que todos saíam da oficina com um produto, ou seja a animação feita em grupo durante a oficina. Pegou um pouco a realização da animação à distância, em parte por problemas do portal, em parte pela variação do nível de familiaridade dos professores com programas de edição de imagem. Ainda assim os resultados foram impressionantes. Muitas ótimas animações que devem compor a exposição de final de ano do projeto.

No final do mês chamei a Raquel Camargo, que havia conhecido indo para o Fórum de Cultura Digital ano passado, o Koji Pereira, broder dos tempos de carnaval revolução, o André Stangl, que conheci quando morei em Salvador e reencontrei depois em vários dos circuitos de cultura digital e a Ana Elisa, que logo descobri ser a esposa do Jorge Rocha. Ainda vieram de São Paulo as pesquisadoras Tereza Jordão e Mary Martins, ambas do Instituto Paramitas.

Já ia me esquecendo que todas estas atividades foram registradas e transmitidas ao vivo pela Luciana Barros, colega de Cultura Digital Minas e atualmente super vizinha do Prado.

Em novembro mais duas oficinas repetidas duas vezes para atender toda a demanda do Amigo do Professor. Uma delas seguiu o tema do seminário de outubro que foi sobre redes sociais. Exploramos blogues, twitter, facebook, etc. Debatemos sobre o internetês e evasão escolar e os resultados já estão por aí nas mídias sociais. Foi bacana que para estas oficinas (outubro também) vieram turmas de São Paulo, de escolas do Instituto Unibanco, mantenedor do projeto.

A outra oficina foi muito interessante, pois como o projeto prevê a experimentação pedagógica, trabalhamos com o Qimo e seus programas educacionais (principalmente o Gcompris) na atividade intitulada de Interação Humano Computador. Nesta também aproveitei o que ando aprendendendo em Design de Interação e apresentei uma perspectiva da evolução das interfaces digitais.

Para o seminário de novembro, sobre Desafios da Educação na Era Digital, a direção da empresa fez a ótima sugestão de tentarmos o contato com o Prof. José Manuel Moran, que utilizei muito como referência para meu trabalho sobre Letramento Digital e Midiático. E conseguimos que ele viesse e valeu muito a pena. Além de ser uma simpatia sua apresentação foi de tirar o fôlego. Além dele, chamamos o Dalton, que desde sempre tem um trabalho muito bacana e nos últimos anos formou o Weblab com o hdhd, entre outros, e que estão na Escola do Futuro da USP. Foi outro seminário de altíssimo nível que tive o prazer de produzir.

E que venha 2011 com oficinas e seminários!

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