Movimentações


Não é lá muita surpresa que adoro desafios, coisas instigantes, novidades e ainda tenho uma quedinha pelo risco… Depois que tive as crianças, as viagens foram as experiências que mais proporcionaram este tipo de emoção e, como tenho contatos e trampos pelo mundo afora, isso tornou-se a fuga perfeita da rotina. Viajar e fazer dinheiro. Muito prático e divertido.

Por outro lado, tem todo o movimento de voltar a estudar, que tô levando super a sério na pós de Design de Interação. Super upgrade. Isso tudo ao mesmo tempo em que decidi colocar mais as crianças na roda e nas viagens, incluindo-as no pacote dos trampos e consultorias. Afinal sou três há cinco anos 🙂

O lance foi que tinha encontro do Estúdio Livre, proposta de oficina no Bailux em Arraial e eventão com espaço para gênero e tecnologia em Santarém, todos convites/trampos pra mesma época.

E semana passada finalmente conheci Fortaleza, e em uma ocasião super especial da Teia 2010! Tinha vontade de conhecer a capital do Ceará desde o Anti-Bid em 2002! Muito tempo mesmo. Uma turma massa anarquista local. E pra mineirx tudo é melhor com praia…. Ainda mais política!

Dessa vez, fui para Teia apresentar trabalho na segunda edição do Seminário Cultura Viva. Confesso (inclusive aqui publicamente) que aproveitei o fato de que minha função objetiva por lá era o Seminário e a apresentação de vinte minutos, que preparei com carinho. O lance é que estava traumatizada, pois na Teia Brasília 2008, trabalhei muito e enclausurada naquele ovo do Niemayer ao lado do Museu lá na esplanada e só saí duas vezes em cinco dias; pra audiência no senado do AI5 Digital e para o cortejo de Reproclamação da República. De resto era só finalizar vídeo em Blender com Gelo. Foi ótimo, mas a experiência deste ano foi totalmente diferente.

A princípio vale destacar algumas coisas entre elas a infra estrutura de Fortaleza. O complexo cultural do Dragão do Mar é espetacular e definitivamente foi um dos responsáveis pelo sucesso da Teia 2010. Tudo estava bem próximo e ao mesmo tempo bem delimitado e com rede wi-fi funfando linda por todo lugar. Uma consequência disso foi que as atividades estavam mais focadas, estruturadas na Teia das Ações entre outras atividades e enfim tinha menos gente perdida.

Feita minha apresentação no Seminário, após uma noite de reunião de mineirxs morando em outros lugares, relaxei e parti para a fase dois de missão do encontro de Fortaleza; aproveitar a reunião/encontro de vários babélicxs do descentro pra desenrolar Radiotrans e Submidialogias. Isso não antes – e até durante o primeiro momento – de curtir a melhor noite da mostra artística da Teia 2010 que inclusive aconteceu, na minha opinião no melhor espaço do Dragão do Mar que é o anfiteatro. Tive a impressão que só rolou atividade lá essa noite espetacular que começou com a Orquestra do PIM de Vassouras. Tava lindo e de repente começou a ficar melhor com a ‘promoção da integração entre os Pontos de Cultura’ foi chamado o Bongar, percussão de primeira linha de Recife, PE. Emocionante no mínimo ver composições de Villa Lobos interpretadas em música clássica juntamente ao ritmo de percussão de cultura popular. “o fino da bossa”.

Na sequência entrou Tambores de Aço da Casa de Cultura Tainá. Acho que já tinha visto apresentações semelhantes umas, pelo menos, dez vezes antes, mas foi tão inédito, emocionante e de tocar o coração que me emocionei um monte e a turma tb. Afinal de contas a gente começou essa história aí e a Tainá é o Ponto de Cultura que investiu na infra (estrutura e lógica) do Estúdio Livre.

No dia seguinte motivei minha colega de quarto a ir para o movimento mas num durei nem uma hora no Dragão do Mar. Teve uma reunião super extraordinária do Descentro na praia que encaminhou quase tudo que foi decidido no dia seguinte na reunião oficial. A parte disso, ainda curtimos praia e piscina do hotel na cobertura. Lavei a alma de mineira que fica seca por mar, mas ao voltar à balada achei tudo muito tumultuado e fui descansar pra correr na praia no dia seguinte.

O domingo da Teia parece que foi em câmera lenta. A mostra artistica já tava caída mas tinha o Busu do Carbono do DJ Caveirinha que já tinha sido a sensação do encontro de Mídias Livres de Chã Grande – PB. Foi outra experiência….

Dia seguinte inteiro em aeroportos e ainda bem que seguido de feriado porque Radiotrans e Submidialogias estavam pegando fogo. Nem comento do transtorno do carro e já rolou feriado ainda bem e a gente merece cachoeira porque tem um toque de desafio e instiga aquela quedinha pelo risco.:D

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