3ª Convenção Internacional de Puredata


Passei pela 3ª Convenção Internacional de Puredata e registro algumas informações. O evento, que teve início no dia 19, com duração de uma semana, foi uma verdadeira imersão de nerds muito inteligentes de vários lugares do mundo. Cheguei em São Paulo na quarta dia 22 e fiquei só até sábado pela manhã e tive muita sorte de rever a apresentação do Emotional Kernel Panic(EKP), que já tinha visto no FISL, e de participar de oficinas e de apresentações que abordaram as novidades de vídeo no pd. Portanto, como minhas impressões do evento são gerais, convido, principalmente aos brasileiros, a comentar o post. Lembrando também que boa parte da turma segue para Salvador para o Simpósio Interatividade em Sistemas Computacionais Livres (ISCL2009), que vai do dia 27 ao dia 1º de agosto.

Visualização de dados em tempo real

Tinha algumas ‘missões’ na cidade, sendo que a principal delas era tentar descobrir se alguém já havia desenvolvido um patch para visualização de redes sociais em tempo real a partir da leitura de rss de um site qualquer. A idéia seria, por exemplo, fazer uma representação gráfica e dinâmica (instantânea) de todas as atividades mapeadas pelo rss do Culturadigital.br. Com  este patch pronto, o sisteminha poderia ser aplicado a qualquer outro site e/ou rede social que desejasse analisar e visualizar a mudança dos fluxos de informação. E como estava entre as figuras mais ‘patcheras’ do pd, me distraí e só fui resolver como fazer isso na sexta a tarde. Cheguei ao Museu da Imagem e do Som, local com boas memórias do Festival Digitofagia, à tarde e fui direto para o hackmeeting, organizado por Glerm, que me recebeu com um sorriso de surpresa e um abraço. Tinha um bucado de gente, laptop, arduíno, brinquedos com potenciômetros e coisas muito criativas de apropriação tecnólogica de hardware e software. Fui dar uma volta e olhando a programação achei a oficina do Sergi Laro, catalão gente fina, sobre pdvjtools e externals do PD, onde estava também o Jean. De noite seguimos para o SESC Pinheiros, onde além da apresentação do Brazileiro, da Flavia e do Renato com o EKP, teve o fechamento com LiveNoiseTupi, coletivo do VJPalm, do Panetone, Porres e que desta vez contou também com o Kruno, que já tinha rodado por aqui em 2007 por conta de sua pesquisa sobre os circuitos de arte e tecnologia no Brasil. Em ambas as apresentações teve um pessoal que chegou improvisando na hora, fazendo performances no estilo de teatro recombinante mesmo. Saimos do SESC e fomos jantar com a turma toda, dos quais boa parte está num hostel na 13 de maio. Em geral, os participantes da PDCon são compostos por muitos europeus de diversos países, alguns estadunidenses, poucos latino americanos e de conferencistas somente duas mulheres.

Audiovisual multimedia

Na quinta o destaque foi a oficina do Qeve, com o Luca Carruba, que após mostrar como o sistema funciona, começou a de fato abrir o código e analisar o que tinha feito, explicando com detalhes todos os passos que fez para desenvolvê-lo. O Qeve é um patch do pd, com interface imepcável, que opera em tempo real imagens 3d em três players e um sequeciador. O Luca também está começando a desenvolver algo similar ao que preciso para minha missão acima citada. Ele vai faver um script de phyton para pegar rss de fotos da Palestina e projetar em uma instalação. Glerm também já fez algo parecido para mapear o fluxo do Pidgin e o Renato disse que adora codar phyton, portanto é possível que siga nessa pesquisa. Já na sexta perdi a oficina de Antropofagia Sônica por conta de minha segunda missão, que era conceder uma entrevista pro pessoal da Casa de Cultura Digital sobre qualificação do uso da rede. Mas ainda bem que não perdi a performance do peruano Jaime Oliver chamada Silent Construction que foi aplaudida de pé no auditório do SESC Paulista. A baldinha de sexta a noite, no Rancho Nordestino, também foi muito divertida pois estava quase todo mundo da conferência por lá, além de amigos paulistas e/ou que estão em Sampa. Hoje a noite é o fechamento do evento, com performances que promentem como algumas anteriores, às oito no auditório do MIS. Se estiver em São Paulo, não perca! É cultura digital grassroots!

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